Ciganos

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Ciganos Mirins





Como quase todas as linhas de trabalho, a linha dos ciganos é também composta por seus mirins, essenciais para o trabalho. Os ciganos mirins, no entanto, formam uma linha pouquíssima conhecida, fazendo a interseção entre a linha das crianças e a linha dos ciganos. Diferentemente dos erês, os ciganinhos não brincam muito, mantendo uma postura de maior seriedade. Eles gostam mesmo é de dançar.


Quando em terra, se divertem dançando, dando passes e realizando a tarefa principal desta linha: a cura e o equilíbrio. São exímios curadores, trazendo aprendizados milenares de magia, leitura de mãos (ciganinhas), cura, em especial física, e reequilíbrio geral. Podem descer tanto junto a egrégora cigana como junto a ibeijada. Eis aí um dos motivos pelo qual não são percebidos.


Pela calma que passam, não demoram para serem confundidos com ciganos normais. Se assim ocorrer, os mirins tratam de aceitar as denominações, não fugindo dos ensinamentos da casa. Desta forma, dão normalmente apenas o primeiro nome que trazem, não se identificando como mirins. Porém, por terem alguns comportamentos infantis quando descem, podem ser aderidos aos erês, formando o que seria uma ibeijada do oriente cigano, ou seja, se alguém os aceitar como crianças, eles passam a trabalhar e atuar como crianças. O que querem é trabalhar, seja de qualquer forma.


Estão sempre abertos a trabalhar e a se mostrar. Sempre que aceitos, com carinho, eles se apresentam como são com todo o seu amor e sua inocência. As meninas gostam de tiaras e pulseiras, os meninos, de arquétipos próprios de suas raízes ciganas.


Os nomes que dão, assim como com as demais meninadas, é o diminutivo de nomes adultos, exemplo:
Cigana Esmeralda – Esmeraldinha
Cigano Rodrigo – Rodriguinho
Cigano Pablo – Pablinho (Pablito)

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Cigana Morgana




Cigana Feiticeira, natural da região da Áustria, tendo vivido também na Hungria, Romênia, Bulgária, França... esta figura misteriosa, trajando sempre uma capa com capuz em veludo vermelho carmesim com alguns bordados de pedrarias, impressiona por sua beleza singular. 


De uma beleza exótica e charme e indiscutível, ao longo dos tempos a Cigana Morgana circula no universo astral de forma bem singular: cabelos ondulados e negros, olhos cor de mel, pele pálida e vestimenta vermelha com arremates em dourado. Por cima de sua roupa usa uma longa túnica com capuz também no tom rubro, sendo esta de tecido aveludado e com pedrarias nas bordas. Para ornar a cabeça alterna com rosas naturais e tiaras com correntes. Usa um grande anel de pedra verde no dedo anelar da mão direita e anéis diversos na outra mão, além de fazer valer seu apreço por colares, pulseiras e brincos da cor do ouro. Usa batom vermelho escuro, gosta de punhais e pequenas adagas, espelhos (os utiliza em adivinhações e também para magias). Entende muito bem de magia dos elementos, utiliza oráculos, cristais, gosta de usar acessórios não só dourados mas, também prateados, pratica magia lunar, prepara banhos e poções sempre utilizando-se da energia e da força da lua. 


Carrega sempre consigo um baú onde estão seus oráculos e alguns outros itens indispensáveis em sua magia. Gosta da cor vermelha, azul safira, branco, e em algumas ocasiões pode usar a cor preta. Tem como aliados e animais de poder: uma coruja e um lobo. Simpatiza muito com cães. Gosta de fragrâncias à base de absinto, dama da noite, magnólia, e diz que verbena também é excelente para proteção. Gosta de maçãs vermelhas, e de vinho tinto suave.  


Gosta de safiras (em especial a azul, a preta e também o rubi que não deixa de ser um tipo de safira), e de esmeraldas. Cigana misteriosa, excelente conselheira em magias e consultas aos oráculos. Não é de falar muito, é séria, porém seus conselhos são certeiros. Salve Cigana Morgana. Feiticeira da Lua. Salve tua beleza e a tua magia. Salve Santa Sara Kali e todo o Povo Cigano. 



Discreta e com modos requintados, Morgana não faz muito alarde quando desce para trabalhar. Gesticula de forma suave, limpa a aura do médium que lhe dá passagem, só depois atende a quem por ela espera. Toca pandeiro e cantarola, mantendo sua elegante postura, mas como uma particularidade: as fitas de seu instrumento só têm as cores vermelha e branca, homenagem à Áustria, seu país de origem de onde saiu ainda jovem e nunca retornou. Quando falta-lhe uma túnica ela cobre-se com lenços sem objeção, no entanto cobra carinhosamente do protegido que “na próxima” tenha em mãos tudo que ela aprecia.


Quando em vida terrena a Cigana Morgana costumava guardar seus pertences em um baú, neste, concentrava muita energia dos antepassados para “alimentar“ seus variados oráculos passados de geração em geração (baralhos, runas, espelho mágico e sua inseparável bola de crista), e na Lua Cheia costumava abrir a arca para que seus artefatos sagrados recebessem às bênçãos lunares. Portanto, quem é protegido por esta Cigana pode ser intuído a manusear qualquer um dos objetos divinatórios citados.


Morgana gosta de misturar essências, ou seja, mesclar os aromas de incensos e perfumes em seus feitiços, ainda que o médium não domine o assunto. Recebe velas douradas, vermelhas e amarelas. Gosta de ser agradada com punhal, baú, mandala e coquetel de fruta. É uma Cigana tranquila, porém distribui sorrisos faceiros ou mesmo sensuais em suas consultas. Água e Fogo são os Elementos atribuídos à Cigana Morgana.


Salve a Cigana Morgana e seus misteriosos encantos!!!

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Cigana Kim (Lady Cigana)





Ela se chama Kim, mas é conhecida como Lady Cigana - a Dama das ruas, das estradas e da justiça kármica. Aparenta ser bem mais velha do que é, no entanto, deixou a Terra aos 32 anos, vítima de uma doença sexualmente transmitida. Seu tampão no olho é sua marca de vida e de luta, visto ter perdido a visão direita em uma briga com os homens de farda na defesa do povo cigano. Quando solicitada é preciso preparar-lhe um belo assento aveludado ou acetinado, pois como seu codinome diz, é uma Lady e deseja ser tratada com reverência e respeito.


Faz atendimento na rua, e quem a incorpora deve atender todos os seus caprichos, caso contrário ela cala ou não dá informações coerentes. Lady Cigana foi muito uma mulher muito desejada; os ciganos e os não-ciganos se rendiam aos seus encantos, porém, ela não quer ser agradada com colares, brincos, lenços finos ou xales de renda; sua preferência é por cigarros fortes, bebidas amargas e tamancos de madeira sem sola. Vez por outra ela pede um lenço estampado sem exigir bom material, e velas coloridas, sendo a maioria delas amarela. 


Em todos os seus trabalhos ela pede um tampão preto para o olho e, segundo a Lady, é neste tampão que reside sua magia. Seus encantamentos são direcionados unicamente para mulheres que buscam o amor, e pode ser considerada como uma guardiã dos relacionamentos de quem ela unir e abençoar. Também protege as prostitutas, por quem nutre um carinho especial. Logo quando chega, de forma rude, por vezes grosseira, adverte a mulher que a consulta sobre o lado negativo de seu parceiro. Em sua passagem terrena, a Dama Cigana não conseguiu ser feliz com a pessoa amada.




Mensagem canalizada por mim através da "Minha Cigana" no dia 1 de junho de 2009
Valéria Fernandes

Cigana Tainara


Esta Cigana protege os enfeitiçados, que estão sofrendo contra forças maléficas impregnadas ou as que estão quebrando a força natural da pessoa. Protege a fé, os desesperados, os que sofrem de mal de amor e os que estão em desenvolvimento mediúnico para que não desvirtuem do caminho certo.


É de origem Árabe, do Sudoeste da Ásia, de uma região em que os Ciganos paravam para descansar antes de seguir viagem rumo à Espanha. Provavelmente é de um Clã chamado “Churary” (fala-se tchurrary), que é especialista na arte de forjar facas e provavelmente trabalha com elas, ou as tem na cintura. Esta Cigana não é nova de idade, diria meio termo. Em vida precisou se esconder por causa de seus feitiços, é uma cigana feiticeira, quase bruxa, por isto esconde o rosto. Ela conta que atendia à todos sem distinção, por isto foi perseguida por nobres e reis, que queriam que ela fizesse feitiços somente para atender aos propósitos delas e ela atendia a todos que dela precisavam.


O fundamento de sua magia, é a fumaça e o vento. De fogueira, vela (colorida), cigarrilha, cachimbo e incenso, na fumaça com um leque, ela trabalha para os mais diversos casos. Faz magias para cura (de depressão, males do corpo físico), cura espiritual, perseguições físicas e espirituais, amansar amores, união de pais e filhos. Ela não é simpática, se preocupa em ser muito verdadeira. Fala pouco, ri raramente, somente quando esta muito satisfeita, sua dança é estranha, sempre com algo que possa enfumaçar e fazer magias. É bonita mas dá um certo medo. Suas especialidades são passes e magias diversas.


Não usa jogo. Analisa o rosto das pessoas. Embora tenha mão para qualquer oráculo. Não gosta de falar nem de dar conselhos. Aceita véus e lenços de presente, sua cor é a vermelha. Quando ela chega o tempo fica atemporal (parece que o tempo pára), e ficamos sem noção de tempo também. Sua magia é maior quando o médium esta dormindo, pois ela avisa por meio de sonhos o que irá acontecer, mesmo que a pessoa não se lembre do sonho, ela fica sabendo por intuição. A Cigana Tainara quando esta na terra incorporada, o médium ganha uma expressão madura, férrea, forte, sem perder a elegância e suavidade. Porém as pessoas percebem a força que tem esta cigana, somente no modo dela olhar, pois o médium muda completamente.


Ela sempre trabalha com uma faca, uma coisa para fazer fumaça, e um leque. O leque e a faca geralmente estão juntos na cintura. Assim ela dá passes sem nada dizer. Mas quando ela tira o leque da cintura, começa a fazer sinais aos Ciganos incorporados, encarnados e do astral, ela abana o consulente com o leque e é sinal de que a pessoa esta carregada, mais que ela ajudará na resolução do problema.

Obs: Ela prefere ajudar aos que estão mais necessitados. Deixando os outros consulentes com problemas menos graves para suas irmãs e irmãos ciganos cuidarem. Ela não vem sempre à terra, a não ser que seja preciso, ou esteja satisfeita.

Cigano Velask



O Cigano Velask tem origem Tunisiana. País do norte da África, limitado a norte e a leste pelo mar mediterrâneo, através do qual faz fronteira com a Itália. Em sua vida andou muito pela Europa, e também pela Índia. O que faz com que ele tenha várias influências, que refletem muito no seu jeito peculiar de ser.


As magias do norte da África, dos feitiços Mouros, o acervo mágico dos Barôs Italianos e Espanhóis, além da grande sabedoria dos encantadores e Magos Indianos, fazem parte do jeito de ser deste cigano. Aprendeu com sua família, a não se revelar, por causa das perseguições que sofreram na época. Muitos acreditam que ele seja integrante do Clã Márcovitchs, por causa do jeito com as várias fórmulas mágicas que faz, coisa muito comum nesta natsya. 


Desde criança teve de “enfrentar” sua grande paranormalidade, e capacidade analítica, que o fizeram traduzir ao longo de sua vida muitas situações em que ficou mal visto a princípio, mas logo as pessoas viam que ele estava certo. Com seu pai, aprendeu que o “espírito das ervas”, ou seja suas propriedades curativas, são de grande poder e que podem interferir, curando ou fazer adoecer os viventes. Em todos os lugares que passou, prestou auxilio a ciganos e gadjes, com a sua sabedoria a respeito das folhas. 


Sua história mais conhecida, foi quando conheceu uma feiticeira arabesca, que conhecia tão bem quanto ele os segredos do poder das plantas e por quem ele se apaixonou perdidamente. A mulher era viúva e vivia sozinha, porém ela tinha motivos para que fosse assim. Ela o recusou sistematicamente. Ele insistia. Até que um dia, ele desrespeitando o poder das plantas fez uma poção para hipnotiza-la, e levou ate o seu encontro com um presente também feito por ele, que era um perfume também magiado. O perfume de pétalas orvalhadas de girassóis e rosas, encantou a mulher, e por isso ela acabou bebendo a poção.


Dado as horas em que conversavam, e que ele aguardava para poder estar na intimidade dela, e após estar gozando a existência no corpo dela, ela fez a revelação. Ela quando neófita de magia, havia se envolvido com um homem comprometido, e feito uma magia para separar ele da pessoa do coração dele, que era mestra em magia moura, esta mulher, traída e sofrida, fez uma contra magia na comida, e ele de tão magiado acabou morrendo.


Sendo assim ela havia jurado ao universo que jamais se envolveria amorosamente com mais ninguém, pois senão o universo poderia tirar o poder que ela tinha,e também pagaria com a própria vida. Ele ficou estupefato, se perguntando mentalmente porque sua intuição, havia falhado, porque ele não havia tido aviso. Ela respondeu, que quando a pessoa fica obcecada por uma ideia, seu poder mágico se afasta, até que o equilíbrio se re-estabeleça. Então Velask entendeu. Logo a arabesca, começou a desenvolver vários tipos de mazelas, ele por mais que tentasse não conseguia êxito no tratamento dela.

Ela estava muito serena, pois ela já sabia que teria que deixar o corpo muito brevemente, por causa de seus atos. E ele sentiu que “prostituiu” as plantas para que seu desejo pessoal fosse satisfeito, sendo assim após a morte da feiticeira, ele ficou recluso sofrendo de insônia por muitos anos, até que uma Bari árabe, deitou as lâminas, e falou. Você esta perdoado, daqui para a frente terás vida normal, porém nunca se esqueça, de sempre respeitar a opinião do outro, pois lançar mão de artes mágicas para conseguir o que queremos, pode ter conseqüências muito desastrosas. 


Quando se sentir obcecado por uma ideia, lembre, que o que juntamos na magia, esta abaixo e esta acima, e nunca devemos atrair forças descontroladas, pois a conseqüência nos acompanhará pelo resto da existência da alma.

Cigana velha Danka Kalila




Uma velha com roupas desbotadas, lenços de diferentes cores cobrem sua cabeça ou estão amarrados em sua cintura. Ela exala o mesmo cheiro que pergaminhos antigos mofando em uma biblioteca exalam. Quando ela sorri, e raramente o faz, um leve perfume de rosas num dia chuvoso se eleva.

Seu violino surge como se nunca esteve ali antes, e suas músicas de cigana são depressivas, lentas, verdadeiros réquiens.

Danka sempre dá aos seus ouvintes e aliados algum presente simbólico. Às vezes são cartas de tarot, outras pequenos colares feitos de linhas de cores diferentes amarradas.

Quando ela escolhe alguém para combater, ela o presenteia com uma adaga que diz ser dos seus ancestrais e que sempre encontra o sangue certo para se embainhar em vingança.

Hierarquia Cigana




Para entender a estrutura da família cigana, é preciso entender a mulher cigana. É a mulher cigana que carrega os dons mediúnicos, sendo assim, por mais importante que o homem seja na hierarquia cigana, normalmente ele não decide nada sem a ajuda de uma cigana. A hierarquia e os cargos são divididos da seguinte maneira:

Melichs – Kalinata/ Ratói - Manouche,Puri Day, Shuvani - Barô, Babá.

O melich (que em romanês quer dizer ajudante ou auxiliar), são os crianças, iniciadas geralmente aos 7 anos, eles são responsáveis pelo cuidado das ofisas, mesas, tchaios e aparatos mediúnicos em geral.

O cargo de kalinata e Ratói deve ser dado após o fim do Khértia Drom e pode se estender durante até 30 anos do servir, embora muitos aos 20 anos já se mobilizem e trabalhem dentro dos cargos superiores, mas sem voto dentro dos acampamentos, sempre só utilizando a dar conselhos. Ambos podem ministrar o Khértia Drom. Dependendo da pessoa e do trabalho que ela exerça tanto espiritual quanto de ramasordé, é o cargo que a maioria dos ciganos ficam a vida inteira e quando mudam de função acabam não largando as tarefas, visto que estão tão acostumados que já fazem naturalmente. A Kalinata (mulher) ou Ratói (homem) tem aqui as mesmas funções que é cuidar para que tudo aconteça dentro do trabalho espiritual ou de kumpania. Verificam a segurança do acampamento, ou tsara espiritual, cuidam dos que guardam (espíritos), de todos os aparatos, dão ordens aos Melichs, são os olhos e ouvidos dos Barôs e Bábas.

São os mais cobrados tanto espiritualmente quanto nos seus acampamentos de origem. Um Barô ou Bába, se verem algo errado chamarão um deles e os encarrega de resolver o problema, as Vourdakies devem ser realizadas por Kalinatas e Ratóis, que devem conhecer seus fundamentos profundamente. 

Dificilmente durante o exercer deste cargo se opõem ou desobedecem às ordens dadas. A Kalinata (que em romanes quer dizer “Operária”), é uma mulher que quando exerce seus conhecimentos com padrão de comportamento impecável, são pessoas muito consideradas, e tem autoridade para chegar ate o Barô sem marcar, independente de ela ser mãe ou não, que é uma coisa que dá autoridade a mulher.

Embora ainda sem voto, são ouvidas porque estão dentro da kumpania ouvindo a todos. O Ratói (que em romanes que dizer “Sabedor”) é o homem que decide junto da kalinata tendo as mesmas atribuições. Astralmente e fisicamente é o homem que coloca verdadeiramente as mãos para resolver o que deve ser feito.
As fogueiras são tarefas exclusivas dos Ratóis, tanto a arrumação, quanto acendimento e definição do que fazer com as cinzas que geralmente são entregues as Kalinatas. 

Após 20 anos ativos e com autorização pedida e dada, ou 30 anos ativos sem pedidos de autorização, tanto a Kalinata quanto o Ratói, podem passar pelos ritos de Roti Diena e serem chancelados por um Barô ou Bába, para ter outras atribuições. A mulher Kalinata, terá um grau nesta estrutura diferente do homem, depois do Roti Diena, ela conforme o clã e origem ela receberá a função de Manouch (que em romanes é nome de clã e quer dizer feiticeira), Puri Day (que em romanes quer dizer Matriarca, sua palavra é chanceladora, principalmente na magia), Shuvani (que em romanes quer dizer Sacerdotisa, que trabalham na Ramasordé). Todas terão a mesma atribuição, orientar as kalinatas, Ratóis e Melichs. Exercer voto, direitos a palavra, a ramasordé, e a se casar sem autorização do Clã. Assim como ministrar o Roti Diena. O homem não passa por este estágio intermediário, ele é logo chancelado Barô.


Por isso os ritos diferenciados e separados. Apenas em toda a estrutura encarnada, um clã dispensa estes ritos, que são os Kalons Latatcho ( aqueles que nascem prontos), que são tidos nos clãs astrais, como prontos para o trabalho espiritual. Após 15 anos as Manouchs, Puri Day e Shuvanis, podem ser indicadas para ocupar o cargo de Bába.

A Bába que tem tanto poder quanto o Barô embora necessite da concordância dele para casos mais graves, tem poder de autorizar, mandar, esclarecer, definir e outras atribuições, somente sendo esclusa do Kris Romani, onde somente homens podem estar.

As pessoas que exercem a função de médium poderão após autorização astral, passar pelos ritos de preparo para o trabalho astral, embora possam exercer os cargos de Melichs, Kalinata / Ratói, Manouche / Puri Day / Shuvani, nunca serão chancelados Barôs e Bábas. Os espíritos que dirigem as tsaras é que tem estes títulos. Não existe Barô e Bába que não sejam ciganos de sangue. O dirigente independente do sexo será chamado de Jutsi (que em romanes quer dizer “Soldado”).